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(Da Redação) - Jingle ou vinheta musical são músicas utilizadas com caráter publicitário ou comercial, mas em época de eleições são poderosos instrumentos dos candidatos na briga por votos. Quem
não se lembra do "varre, varre vassourinha" de Jânio Quadros, "bote fé no velhinho" de Ulysses Guimarães ou do "Lula, lá"? Marqueteiros políticos são categóricos em afirmar que um jingle pode definir o desempenho de uma campanha.
O produtor e músico Rodrigo Sperandio, do Studio RPA, e seu sócio Rodrigo Ribeiro afirmam que o volume de jingles comerciais cresce até 40% em ano eleitoral. "Somente em Rio Claro fizemos 10 trilhas para candidatos. Pegamos ainda encomenda de jingles de Pindamonhangaba e cidades do Piauí", comenta Sperandio.
Ultimamente as paródias tem sido muito mais utilizadas pelos políticos do que trilhas originais, como nas campanhas de 80 e 90. Melodias consagradas por Ivete Sangalo, Tim Maia, Luiz Gonzaga e outros ícones da música brasileira estão a serviço de pretensos futuros vereadores e prefeitos. Contudo, o respeito às leis de direito autoral são simplesmente ignoradas. "Sabemos que é uma irregularidade, mas antes de gravar colocamos o candidato ciente de que a responsabilidade é toda dele. Além do mais, o próprio Ecad faz vista grossa", comenta Ribeiro.
Sperandio explica que as paródias são as preferidas dos políticos porque a melodia do jingle já foi testada e aprovada pelo público alvo. "Estudos sérios indicam que o ouvinte assimila muito mais fácil uma melodia que já conhece", comenta.
Com 18 anos de experiência no mercado de jingles, o produtor Anderson Rossetti, do AR Studio, comenta que o diferencial da música está na sua produção. "É gritante a diferença do produto final bem acabado. Quando produzo um jingle tenho uma equipe de letrista, arranjador e músicos profissionais para oferecer ao cliente".
Porém, a concorrência muitas vezes é desleal. "Com a tecnologia atual, qualquer um com um computador pode gravar um jingle. O camarada muitas vezes nem é músico. Basta baixar um sampler na internet fazer uma locução meia-boca que está valendo. Logicamente, este concorrente tem bem menos custo do que eu e pode cobrar mais barato", diz Rossetti.
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Redação
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